O líder norte-coreano Kim Jong-un caminha ao lado de militares na chegada a uma unidade militar na fronteira da Coreia do Norte com a Coreia do SulKCNA / AP/07-03-2013
PYONGYANG — O regime da Coreia do Norte executou publicamente cerca de 80 pessoas em sete cidades do país por cometerem pequenos delitos, como assistir a filmes sul-coreanos, distribuir pornografia ou possuir bíblias, informou nesta segunda-feira o jornal “JoongAng Ilbo”, da Coreia do Sul. As execuções teriam ocorrido no último dia 3, segundo a publicação, que cita uma fonte familiarizada com os assuntos internos e que visitou o país recentemente.
Cerca de dez pessoas teriam morrido em cada uma das sete cidades – entre elas Wonsan, Chongjin, Sariwon e Pyongsong. Ninguém foi executado na capital, Pyongyang.
Em Wonsan, na província de Kangwon, oito pessoas teriam sido amarradas em estacas em um estádio local, tiveram suas cabeças cobertas com sacos brancos e foram fuziladas com uma metralhadora. Segundo o jornal, as autoridades da cidade teriam reunido cerca de 10 mil pessoas – incluindo crianças – no Shinpoong Stadium para assistir a cena. Cúmplices e parentes das pessoas executadas, que foram envolvidas nos supostos crimes, teriam sido levadas para campos de detenção.
A lei norte-coreana permite execuções em casos de conspiração para derrubar o governo, traição e terrorismo. Mas o jornal aponta que o país é conhecido por ordenar execuções públicas para delitos menores, como ativismo religioso, uso de telefones celulares e roubo de comida para intimidar o público.
Analistas acreditam que a ação do governo de Kim Jong-un esteja ligada à execução, em setembro, de nove integrantes da orquestra estatal Unhasu, na qual cantava a atual primeira-dama, Ri Sol-ju. Os integrantes da orquestra teriam gravado um vídeo pornográfico e tentado vendê-lo, o que é proibido, além de serem acusados de espalhar boatos sobre Sol-ju, afirmando que, no passado, ela fez a mesma coisa.
Fonte: O Globo
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Posted at quinta-feira, dezembro 26, 2013 |  by
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